NOVO SALÁRIO MÍNIMO X IMPOSTOS

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De que adianta aumentarem nosso salário se, paralelamente, sobem os impostos cobrados de forma embutida no preço dos produtos que consumimos?

Vocês sabiam que os brasileiros trabalham 5 meses do ano apenas para pagar seus impostos? Fora os custos normais de alimentos, roupas, moradia e etc.

Isso significa que, aproximadamente, 150 dias do nosso ano ou 41,82% (em média) da nossa renda bruta, resume-se ao pagamento de impostos.

Para o ano de 2014 o congresso aprovou, NA MADRUGADA dessa quarta-feira, dia 18/12, que o novo salário mínimo será de R$724,00.

A proposta ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff, mas vocês acreditam que esse aumento resultará em grandes mudanças frente ao impostos abusivos que estamos pagando?

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT, a CACHAÇA lidera o ranking entre os produtos com maiores impostos, sendo a décima posição ocupada pelas motos.

Mas a lista mostra números absurdos.

cachaça, líder do ranking possui 81,87% do seu preço direcionado para os impostos.

O segundo lugar fica com os casacos de pele (que já são caros) e seus 81,86% de tributos.

Em terceiro lugar temos a Vodka com 81,52% de impostos (Está ficando cada vez mais caro beber)

O quarto lugar pertence aos cigarros com 80,42% de impostos.

Perfumes importados possuem 78,43% de impostos e ocupam a quinta posição.

Nossa famosa caipirinha ocupa a sexta posição com 76,66% de impostos.

Em sétimo lugar temos o presente de natal mais pedido pelas crianças: o videogamecom 72,18% de tributos.

Revólveres ocupam a oitava posição com 71,58% de impostos.

Os perfumes nacionais cobram 69,13% de tributos ocupando a nona posição.

E finalizando a lista, temos na décima posição as motocicletas com 64,65% de impostos.

Confesso que em alguns produtos eu até enxergo vantagem na alta dos impostos. Como na venda de cigarros ou casacos de pele para evitar o consumo, ou até mesmo nos perfumes importados para estimular o mercado brasileiro.

Mas vendo que produtos nacionais também estão com os impostos tão altos, paro para pensar até que ponto essa imposição de altos impostos poderia contribuir com o mercado nacional. Me pergunto também até que ponto os consumidores brasileiros poderão movimentar o mercado se quase metade do seu salário é destinada apenas para tributos.

A partir do dia 10 de julho de 2013 foi sancionada a Lei 12.741 que prevê que, quando fizer uma compra, o consumidor tem de ser informado sobre o valor aproximado do total dos tributos federais, estaduais e municipais. E aí entra minha primeira indignação: muitos estabelecimentos ignoram essa lei por completo. E os que aderiram a lei disponibilizaram o valor do imposto na nota fiscal, ou seja, só ficamos sabendo o valor do imposto DEPOIS DE COMPRÁ-LO!

Assim, cientes do custo verdadeiro do produto e da parcela dos impostos, como poderemos optar pelo produto mais adequado ao nosso bolso? Essa medida, de certa forma, garante o meu “direito a informação”, mas não acredito que fará muita diferença nas horas das compras de verdade. AFINAL, QUEM VAI PARAR PARA LER O VALOR DO IMPOSTO DE CADA PRODUTO? E mesmo se alguém ler, deixará de comprar por conta do imposto? Ou ainda: terá opções com impostos menores?

PENSEM NISSO!

E BOA SORTE PRA GENTE EM 2014.

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